“Consideramos uma falta de respeito. Com o atraso, acabamos chegando em Nova Petrópolis depois das 5h da manhã, tendo que trabalhar”, conta.
Marcado inicialmente para o ginásio Gigantinho, o show foi transferido para o estacionamento da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A mudança foi informada no mês anterior ao show. No dia do espetáculo, Axl e a banda estariam jantando no Rio de Janeiro quando já deveriam estar tocando em Porto Alegre. O
show
de abertura estava previsto para as 19h, mas os portões foram abrir apenas às 19h40, com a produção ainda trabalhando na montagem do palco. Axl e seus colegas de Guns começaram a tocar por volta das 2h.
Michele e outros moradores da cidade que foram ao show entraram com a ação na Justiça Estadual. A advogada Eliane Kiekow, que defendeu Michele, representa outras duas pessoas da mesma cidade. A empresa T4F, responsável pelo evento, recorreu. Ela alega que o atraso ocorreu por motivo de força maior, já que, dois dias antes, no Rio de Janeiro, parte dos equipamentos da banda foi danificada. Segundo a advogada, a empresa tentou um acordo, oferecendo ingressos para outros espetáculos.
Com base no Código de Defesa do Consumidor, o juiz Jerson Moacir Gubert manteve a decisão pelo ressarcimento dos danos materiais, mas negou o pedido de indenização por danos morais, que fazia parte da ação.A
reportagem
procurou a assessoria de imprensa da T4F, mas não obteve um posicionamento da empresa até o momento.
Fonte: Último Segundo
